
Simples seria se o encontro fosse tão óbvio. Se os caminhos fossem tão claros.
Enquanto - mais cedo - eu não via a conseqüência de tanto brilho (em tão pouco tempo), poderia até haver dúvida sobre a determinação do destino ou a distração do acaso.
E, se inspira cautela a situação dos seus problemas, também gera a expectativa de uma nova realidade, como quem entra numa rua nova ou descobre uma nova cidade com a sensação de que tudo já estava bem traçado ou nunca imaginado. Com a árdua necessidade de ter que desconstruir um castelo já vazio, mas com certeza e companhia para começar tudo de novo... De forma que nem a dúvida natural seja capaz de causar estagnação.
Simples é a forma de olhar, se é tão fácil reparar em diferenças, mas também em semelhanças e coincidências, em crenças e distâncias. Eu vi sua boca dizer ao mesmo tempo em que a minha (em uníssono):
- Tchau, até amanhã!
21 de julho de 2010